segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Falso Véu




Letra de música que nos faz pensar demasiadamente!

Letra: Guilherme Kerr
Musica: João Alexandre



Quem eh que pode te garantir
Que este teu jeito de servir a Deus
Seja o melhor, seja o mais leal
Um padrão acima do normal

De onde vem tanta presunção
De ser mais santo, de ser capaz
De agradar a Deus, crente nota dez
Superior, acima dos fieis

Pobre esse entendimento que não vem do céu
Fraco discernimento, frágil, falso véu
Tenta encobrir em vão teu lado animal
Luta e perseguição, tanto desejo mau
Confusão, divisão...

Se alguém quer mesmo agradar a Deus
Saber das coisas, compreender
Mostre em mansidão de seu caminhar
Ser gentil no gesto e no olhar
E a diferença que existe em nos
Poeira vinda do mesmo chão

Eh somente o amor
Que nos alcançou
Graça imensa, imenso perdão
Eh somente o amor
Que nos alcançou
Graça imensa, imenso favor.
Fonte: Terra

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Dios todo lo hace perfecto


Dios hizo para el hombre un trono; para la mujer un altar.
El trono exalta; el altar santifica.
El hombre es el cerebro.
La mujer el corazón.
El cerebro fábrica la luz; el corazón produce el amor.
La luz fecunda; el amor resucita.
El hombre es fuerte por la razón.
La mujer es invencible por las lágrimas.
La razón convence; las lágrimas conmueven.
El hombre es capaz de todos los heroísmos.
La mujer de todos los martirios.
El heroísmo ennoblece; el martirio sublimiza.
El hombre tiene la supremacía.
La mujer la preferencia.
La supremacía significa la fuerza; la preferencia representa el derecho.
El hombre es un código.
La mujer un evangelio.
El código corrige; el evangelio perfecciona.
El hombre piensa.
La mujer sueña.
El hombre es un océano.
La mujer es un lago.
El océano tiene la perla que adorna; el lago la poesía que deslumbra.
El hombre es el águila que vuela.
La mujer es el ruiseñor que canta.
Volar es dominar el espacio. Cantar es conquistar el alma.
El hombre es un templo.
La mujer es el sagrario.
Ante el Templo nos descubrimos; ante el Sagrario nos arrodillamos.
En fin:
El hombre está colocado donde termina la tierra.
La mujer donde comienza el cielo.
(Josué Davi)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A RESPEITO DE COISAS QUE EU NÃO POSSO DEIXAR DE SABER


Você sabia que foi apenas no ano 190 d.C. que a palavra grega ekklesia, que traduzimos como igreja, foi pela primeira vez utilizada para se referir a um lugar de reuniões dos cristãos?
Sabia também que esse lugar de reuniões era uma casa, e não um templo, já que os templos cristãos surgiram apenas no século IV, após a conversão de Constantino?
Você sabia que os cristãos não chamavam seus lugares de reuniões de templos até pelo menos o século V?
Você sabia que o primeiro templo cristão começou a ser construído por Constantino, sob influência de sua mãe Helena, em 327 d.C., às custas de recursos públicos, e sua arquitetura seguia o modelo das basílicas, as sedes governamentais da Grécia e, posteriormente, de Roma, e dos templos pagãos da Síria?
Você sabia que as basílicas cristãs foram construídas com uma plataforma elevada acima do nível da congregação e que no centro da plataforma figurava o altar, e à sua frente a cadeira do Bispo, que era chamada de cátedra?
Você sabia que o termo ex cathedra significa “desde o trono”, numa alusão ao trono do juiz romano, e, por conseguinte, era o lugar mais privilegiado e honroso do templo?
Você sabia que o Bispo pregava sentado, ex cathedra, numa posição em que o sol resplandecia em sua face enquanto ele falava à congregação, pois Constantino, mesmo após a sua conversão ao Cristianismo, jamais deixou de ser um adorador do deus sol?
Você sabia que o atual modelo hierárquico do Cristianismo, que distingue clero e laicato, teve origem e ou foi profundamente afetado pela arquitetura original dos templos do período Constantino?
Você sabia que Jesus não fundou o Cristianismo, e que o que chamamos hoje de Cristianismo é uma construção religiosa humana, feita pelos seguidores de Jesus ao longo de mais de dois mil anos de história?
Você sabia que o que chamamos hoje de Cristianismo está profundamente afetado por pelo menos três grandes eras: a era de Constantino, a era da Reforma Protestante e a era dos Avivamentos na Inglaterra e nos Estados Unidos?
Você sabia que é praticamente impossível saber a distância que existe entre o que Jesus tinha em mente quando declarou que edificaria a sua ekklesia e o que temos hoje como Cristianismo Católico Romano, Protestante, Ortodoxo, Pentecostal, Neopentecostal e Pseudopentecostal?
Você sabia que os primeiros cristãos se preocuparam em relatar as intenções originais de Jesus com vistas a estender seu movimento até os confins da terra?
Você sabia que este relato está registrado no Novo Testamento, mais precisamente nos Evangelhos e no livro de Atos dos Apóstolos?
Você sabia que o terceiro evangelho, Evangelho Segundo Lucas, e o livro dos Atos deveriam formar no princípio uma só obra, que hoje chamaríamos de “História das origens cristãs”?
Você sabia que os livros foram separados quando os cristãos desejaram possuir os quatro evangelhos num mesmo códice, e que isso aconteceu por volta de 150 d.C.?
Você sabia que o título “Atos dos Apóstolos” surgiu nessa época, segundo costume da literatura helenística, que já possuía entre outros os “Atos de Anibal” e os “Atos de Alexandre”?
Nesse emaranhado de coisas que eu não sabia, três coisas eu sei.
A primeira é que a crítica que o mundo secular faz ao Cristianismo institucional tem sérios fundamentos, ou como disse Tony Campolo: “Os inimigos estão parcialmente certos”.
A segunda coisa que sei é que nesta Babel que vem se tornando o movimento evangélico brasileiro, está cada vez mais difícil identificar a essência do Evangelho de Jesus Cristo, nosso Senhor.
A terceira coisa que sei é que vale a pena perguntar aos primeiros cristãos o que eles entenderam a respeito de Jesus, sua mensagem, sua proposta de vida e suas intenções originais.
Vale a pena voltar à Bíblia. Não há outra fonte segura de informação e formação espiritual, senão a Bíblia Sagrada, especialmente o Novo Testamento.
Convido você a nos acompanhar, a mim e ao Pastor Ariovaldo Ramos, nessa caminhada. Vamos dominicalmente ler e reler os livros de Lucas e dos Atos dos Apóstolos. Seja Deus nosso guia, mediante seu Espírito Santo, que nos leva a toda a verdade.


© 2009 Ed René Kivitz
Retirado do Site: Igreja Batista Agua Branca

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

I have a dream (Eu tenho um sonho)


Continuando a série Ctrl C + Ctrl V, posto um memorável texto, o discurso de Matin Luther King. Espero que seja de grande valia.




“I have a dream”, por Martin LuTher Kink Jr.
Discurso realizado em 28 de agosto de 1963, em Washington, EUA, no Lincoln Memorial.


Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação.


Cem anos atrás, um grande estadunidense (estamos sob sua simbólica sombra), assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchado nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros. Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação. Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade estadunidense e se encontra exilado em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição.


De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo estadunidense seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje, é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com “fundos insuficientes”.


Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim, nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça.


Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo. Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia. Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial. Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus.


Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação voltar aos negócios de sempre.


Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiça. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, que vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar sozinhos.


E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, “Quando vocês estarão satisfeitos?”


Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza.


Eu não esqueci que alguns de vocês vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de vocês vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Vocês são os veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe cair no vale de desespero.


Eu digo a vocês hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã… Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho estadunidense.


Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.


Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes dos donos de escravos poderão se sentar juntos à mesa da fraternidade.


Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado do Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.


Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!


Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia, no Alabama, meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!


Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada, e toda a carne estará junta.


Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, orar juntos, lutar juntos, ir para a prisão juntos, defender a liberdade juntos… e quem sabe nós seremos um dia livres. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.


Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto.


Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos,


De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!


E se os Estados Unidos é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.


E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire.


Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas de Nova York.


Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania.


Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas Rockies do Colorado.


Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia.


Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha da Pedra da Geórgia.


Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee.


Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.


Em todas as montanhas, ouvirei o sino da liberdade.


E quando isto acontecer, quando nós permitirmos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir as mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:


Livre afinal, livre afinal.


Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal.
Texto retirado do site: Presbiteriana Libertas

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Que felicidade é essa?


Estava bem pensando na felicidade, ter, ser, essas reflexões profundas de recomeços e novas perspectivas, quando encontrei o texto de reflexão semanal da Libertas e resolvi clicar, para minha surpresa, um texto do mestre Júnior que gostei muito e posto aqui para compartilhar com mais pessoas, porque, como já dizia Salomão em sua incrível sapiencia:

"Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo". (Pv 16.24)


Há algum tempo atrás, quando me preparava para falar sobre felicidade para um grupo de amigos, fiz uma rápida pesquisa no Google que me surpreendeu. Procurei referências da palavra “happy” e “feliz“ e também da palavra “Jesus” (já que tanto no português como no inglês a palavra é a mesma). O resultado foi surpreendente: somando as referências de “happy” e “feliz”, a maior ferramenta de buscas da internet acusava nada mais que 922.000.000 (isso mesmo… MILHÕES) de citações dessas palavras. Já para “Jesus”, o Google apresentava apenas 234.000.000 de referências.


Aprendi uma lição nessa pesquisa: São muito mais os que procuram pela felicidade do que aqueles que buscam saber mais sobre Jesus, ou também que, é quatro vezes maior o interesse em se falar de felicidade do que se falar sobre Jesus.


Mas que felicidade pode ser essa que deixa de lado a única fonte verdadeira de alegria, paz e amor (combinação perfeita de felicidade)?


Que felicidade é essa que tantos procuram? O que é ser feliz para essas pessoas?


Ser feliz, para muitos, é possuir bens, amantes, poder, status, entre outras coisas. Esta felicidade é baseada no TER, naquilo que essas pessoas são capazes de conquistar, custe o que custar.


A felicidade que Jesus oferece é baseada no SER. Porque para o Cristo, ser feliz é “SER obediente até a morte, e morte de cruz…”, é “DAR a vida em favor de muitos…”, é “AMAR os inimigos…”, é “NEGAR-SE a si mesmo, tomar diariamente a cruz, e segui-lo”. Como é diferente essa felicidade.


Pensando bem, não é de se estranhar o número absurdamente maior de referências para “feliz” do que para “Jesus”… Ser é muito mais difícil que ter, ainda mais numa cultura pulverizada e disforme como a nossa, onde “Caras”, “Quem” e outras revistas, além dos BBB’s da vida nos impulsionam à busca desenfreada de tudo aquilo que julgam ser “felicidade”.


Eu aindo fico com a Palavra de Deus… “Felizes os pobres (humildes) de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”. Que Deus nos abençoe!
Por José Barbosa Júnior
Retirado das reflexões da semana, do site: Presbiteriana Libertas

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Meditação diária: Itinerário ético


Gostei muito da meditação do dia de hoje do site Ultimato , então vou postá-la a quem possa interessar.

Quem assim procede nunca será abalado! (Sl 15.5.)

Terei de fazer um grande sacrifício para ser íntegro, para falar sempre a verdade, para não usar a língua a serviço da difamação, para não prejudicar os outros, para não dar ouvidos a quem não merece respeito, para honrar os que temem o Senhor, para manter a palavra mesmo que isso me traga prejuízo, para não fazer algum bem aos outros visando lucro próprio, para não aceitar recompensa para praticar algo ilícito. Para agir assim preciso negar-me a mim mesmo vezes sem conta, preciso crucificar o meu eu, preciso nadar contra a correnteza. Para dar conta desse itinerário ético inteiro, preciso buscar a presença de Deus na minha vida, por meio da leitura e meditação das Sagradas Escrituras e da oração incessante. O alvo é tão elevado e tão incomum que sou obrigado a permitir uma invasão do Espírito Santo em meu ser, a ser subjugado pelo Espírito e não pela carne.
Se as coisas são tão difíceis por causa da pecaminosidade humana, é o caso de eu me perguntar se vale a pena tanto sacrifício. Para obter a resposta, recorro à primeira e à última frases do Salmo 15. Ali o salmista quer saber do Senhor quem habitará no seu santuário e quem poderá morar no seu santo monte. Então, eu descubro que o servo de Deus que percorre o tal itinerário ético, esse, sim, habitará no seu santuário. E, no final do poema, ainda encontro este forte estímulo: “Quem assim procede nunca será abalado!”
Então eu me lembro da bem-aventurança que diz: “Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus” (Mt 5.8). E me ponho a caminho, levando comigo o itinerário ético do Salmo 15!
Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos (Editora Ultimato, 2006).
Muita paz e alegria a todos!