sexta-feira, 26 de junho de 2009

Lembre-se dos que esperam por respostas.


"Tu, Senhor, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em ti confia." [Isaías 23.3]

Muitas pessoas ao redor do mundo aguardam ansiosas por boas notícias. Muitas vezes, elas não são como se esperam, mas cremos que Deus está no controle de todas as situações. Saiba que o Senhor guarda em paz o coração daqueles que permanecem firmes nos propósitos dados por Ele.
No Iêmen, nove estrangeiros foram sequestrados, incluindo crianças. Está confirmado que três deles foram assassinados, mas não há informações seguras sobre os outros. Os cristãos pedem oração pelas famílias das vítimas e pelo futuro do país.
A Sociedade Bíblica na Palestina sofreu muitos ataques na mídia nas últimas semanas. Entre as justificativas para as acusações, um site divulgou a foto de um outdoor com um versículo bíblico, colocado pela Sociedade.
Shen Zhuke, cristã chinesa acusada de protestar contra uma ordem do governo para demolir uma igreja, foi solta depois de passar dois anos e sete meses na prisão. Agradeça a Deus pela liberdade dessa irmã.
Confie no Senhor, tenha a certeza de que Ele guarda em paz o seu coração. Mantenha-se firme nos propósitos dele para você. Identifique-se com a situação de nossos irmãos perseguidos e ore por eles, para que possam receber a verdadeira paz do Senhor.
Que Deus te dê uma semana firme nos propósitos do Senhor.
Deborah Stafussi

terça-feira, 9 de junho de 2009

Escolham a VIDA


"[...] Coloquei diante de vocês a vida e a morte, a bênção e a maldição. Agora escolham a vida, para que vocês e os seus filhos vivam." Deuteronômio 30.19b

Quem nunca ouviu a frase "a vida é feita de escolhas"? Estima-se que tomamos cerca de 2.500 decisões por dia, começando no momento em que acordamos, pela decisão de levantarmos ou não da cama. Esse versículo deixa claro que Deus sempre nos apresenta mais de um caminho. Ele sempre nos dá a oportunidade de escolhermos o que Ele oferece, que é sempre o melhor, ou a outra opção. É a vida e a morte em tantos sentidos. Escolhamos, pois, a vida, para que além de nós mesmos, os que nos cercam também vivam.
No México, duas famílias estão sem água e eletricidade há um ano por não participarem de festas regionais. As famílias dos irmãos Mariano Pérez López e José Pérez López estão sem esses serviços por causa da intolerância religiosa.
Depois do ataque à Igreja no Nepal, a comunidade cristã continua sofrendo ameaças de um grupo hindu, que diz que se as atividades cristãs no país não forem encerradas, explodirão milhares de bombas nas igrejas da região.
A Igreja Kale Hiwot, da Etiópia, recebeu uma ordem das autoridades para demolir o templo em construção. Os líderes apelaram da decisão, e ainda aguardam resposta. Entenda o caso e ore por esses cristãos.
Nossos irmãos têm muitas escolhas a fazer. E todas as escolhas trazem consequências. Oremos para que eles sejam guiados pelo Espírito Santo, e tomem as decisões certas, vindas do coração de Deus, e permaneçam firmes nas boas escolhas até o fim, sendo que a principal delas é a de seguir a Cristo.
Tenha uma semana abençoada,
Deborah Stafussi

Em caso de dúvida, envie um e-mail para: relacionamento@portasabertas.org.br






domingo, 7 de junho de 2009

Parei de Ouvir Música Cristã « SOLOMON



Há dois anos escrevi neste espaço que lamento o estado da música cristã. Percebi agora que simplesmente parei de ouvi-la. Acabo de verificar o que tenho armazenado no WMP. Não há nada de “música cristã”, a não ser as gravações de cinco artistas que mal cabem no gênero: John Coltrane, Sufjan Stevens, U2, Leigh Nash e a extinta Sixpence None the Richer. Parei de comprar CD’s do gênero após acumular uma longa lista de decepções.
Cabe aqui uma definição. Por “música cristã”, me refiro à categoria criada pelas gravadoras que produzem música popular para consumo pelo público “gospel”. “Música cristã” não é bem um gênero musical, pois o que existe é um mix retalhado de músicas que emprestam de gêneros legítimos.
Não incluo na minha definição a música usada na igreja para o louvor coletivo. Música de canto congregacional independe de padrões musicais usados na avaliação de desempenho performático e na análise crítica da letra como poesia. O gênero conhecido como “worship music” tem como foco direcionar a atenção para as virtudes e as promessas de Deus, de forma que a qualidade de música em si passa a ser menos importante que seu aspecto pragmático no culto de adoração. Neste gênero específico, os critérios de avaliação resumem-se à:
1. ortodoxia teológica da letra,
2. capacidade de envolver a participação da congregação e
3. qualidade técnica da execução pelo ministro de louvor, pelos instrumentistas e pelo backing vocal.

Ou seja, “worship music” tem muito mais a ver com “worship” (adoração) do que com music. Não minimizo a importância deste gênero, pois a própria Bíblia valoriza o louvor coletivo.
Meu lamento, então, reflete apenas a paupérie artística de muita música produzida para consumo cristão fora da igreja. É como se a indústria cristã tivesse determinado que o que vale é o conteúdo da letra: desde que ela contenha certos chavões, frases ou narrativas evangelísticas — além de um estilo bacana apreciado pelo mercado alvo—, é desnecessária a busca da verdadeira expressão artística. Basta o”suficiente”. Acaba tendo mais em comum com propaganda que com arte.
Para fazer um jingle, não precisa chamar Caetano. Qualquer Emmerson Nogueira serve. Percebo que há muita gente talentosa nas bandas das igrejas, pessoas realmente apaixonadas pela música e dispostas a sacrificarem para melhorar. Mas muitos são vencidos pela baixa expectativa da maioria, pelo padrão acomodativo e pelo ambiente em que o verdadeiramente excelente é visto com desconfiança.
O desafio para aqueles músicos que realmente desejam a arte é aprenderem a fazer benchmarking pessoal comos melhores, e colocarem o seu talento a serviço do reino de Deus, e não apenas a serviço das gravadoras evangélicas. Isto não significa que já não existam cristãos fazendo boa música. Mas, por ironia, usualmente os músicos que levam a sério tanto seu cristianismo quanto a qualidade musical são aqueles que rejeitam o rótulo “música cristã” para assim distanciarem-se da média medíocre. São esses que revitalizam na música o espírito criativo, que reflete a beleza e a verdade de Deus. Parei de ouvir música cristã e comecei a buscar mais a boa música, inclusive aquela composta e executada por cristãos.
Mark Carpenter
Fonte: SOLOMON